Panair do Brasil é tema de live em importante canal sobre aviação

Gianfranco Beting, um dos mais aclamados jornalistas, escritores e consultores sobre o setor aéreo brasileiro, destacou a importância histórica da companhia

Rio de Janeiro, dezembro de 2020 – A Panair do Brasil foi tema de uma live de cerca de duas horas no canal PandAviation (YouTube), de Gianfranco Beting, um dos mais aclamados jornalistas, escritores e consultores sobre o setor aéreo nacional. Durante o evento virtual, que aconteceu na noite de segunda-feira, 7, Beting revisitou para seus mais de 40 mil seguidores alguns marcos importantes na trajetória operacional da empresa. Também destacou a forma arbitrária pela qual ela teve a extinção determinada pela ditadura militar brasileira (1964-1985).

“Amada, querida, injustiçada”, resumiu Beting. “Ela foi primeira e pioneira em grandes passagens da aviação comercial nesse país”.

O especialista cobriu décadas de história, começando pela fundação da Nyrba, aérea norte-americana posteriormente adquirida pela Pan American, que deu origem à Panair, ainda nos anos 1920. Comentou, também, sobre a evolução da frota de aeronaves, a forte atuação na região amazônica e em todo o segmento doméstico brasileiro, e a abertura dos primeiros voos regulares entre o Brasil e a África, Europa e Oriente Médio. “Três anos depois de ter inaugurado as linhas para o Atlântico Sul, a Panair celebrou mil viagens transatlânticas, todas operadas com 100% de segurança, regularidade e prestando um serviço muito bom à época. A Panair, realmente, levava o nome do Brasil lá para fora”, ressaltou.

Depois de passar pelo processo de nacionalização, o consultor falou sobre o fechamento súbito da companhia, em fevereiro de 1965. “A Panair caiu em desgraça diante dos olhos dos militares”, afirmou. “Num golpe perpetrado pelo governo brasileiro, teve, abruptamente, sem maiores explicações, sua licença de voo cassada, com a falsa alegação de que estava imersa em dívidas (…) e sua falência, decretada cinco dias depois”. Em seguida, concluiu: “Eu nasci um ano antes de a Panair morrer. Nunca voei na Panair. Mas existe uma coisa que eu nunca vou esquecer: essa arbitrariedade, a maneira pusilânime, covarde, com que essa grande companhia aérea foi sacada, subtraída, derrubada”.

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